Essa história começa na Gastromotiva, uma ONG que utiliza a gastronomia no para transformaçao social. Através dela,
consegui um trabalho como jovem aprendiz, no Hotel Fasano. trabalhando na pia e na limpeza da cozinha. Eu sempre ficava depois do horário para aprender com outras praças – padaria, açougue, confeitaria, massas… Na primeira vaga que surgiu me efetivaram como auxiliar de confeiteiro, uma grande escola.
Foram muitos feriados e finais de semana, madrugadas, queimaduras e dores nas pernas. Mas era um trabalho honesto.
Naquela cozinha aprendi disciplina, precisão e respeito pelo ofício.
2013 – 2016 | Cozinha do Hotel Fasano
Aos 23 anos, decidi arriscar. Comecei minha confeitaria artesanal em casa, paralelo ao trabalho no Hotel. Em poucos meses, recebi uma proposta ousada, fui convidado para entrar com a mão de obra em sociedade num restaurante no centro sujo de São Paulo. Sem pensar muito decidi abrir mão da carreira no Fasano para empreender no meu próprio restaurante. Um projeto cheio de sonhos mas pouquíssima experiência. Por falta de investimento estrutural e má administração, depois de 9 meses sem receber nenhum dinheiro, decidimos fechar.
2017 – 2018 | Trabalho à Bordo
O tombo foi grande, mas nunca maior que a vontade de sair do buraco. Graças a uma carta de recomendação do Fasano, consegui um trabalho na cozinha de um navio de cruzeiros. Entre 4.000 tripulantes, eu era o único brasileiro e mal falava um “bom dia“ em inglês. Trabalhava 12 horas todos os dias sem excessão. Era um ambiente intenso, preciso, sem espaço para erros. Mas me afastava da zona de conforto. Naquela época, eu ainda não sabia exatamente o que procurava. Mas sentia que era preciso sair. Ver o que acontecia ldo lado de fora da minha bolha, entender o mundo além do que eu via na TV.
2017 – 2018 | Trabalho á Bordo
Depois de 9 meses navegando pelos mares, chegava a hora de voltar pra casa. Porém, a vontade de conhecer o mundo tava apenas começando. Por isso, logo me ensolvi em outro grande desafio. E pra quem saiu com R$1.500 e um violão, até que eu cheguei longe. Foram 5 países e mais de 40 cidades ao longo de 11 meses na estrada. Peguei muita carona, limpei muito quarto e banheiro de pousada, vendi passeios, cuidei de crianças, dormi em casas de estranhos que depois viraram amigos, muito trabalho voluntário. Naquela jornada, percebi que havia algo sobre o mundo que nunca nos contaram. E, ainda que eu não consiga traduzir isso em palavras, sinto que parte do meu papel aqui na terra é despertar em outras pessoas o desejo por essa descoberta.
2019 | De Carona Com O Vento
De volta ao Brasil para mais uma temporada de verão como garçom na praia, a pandemia me encontrou em Florianópolis. Navegando entre a tensão e o tédio, começava a processar um pouco de tudo que havia vivido. Com mais tempo, peguei nos vídeos que havia gravado durante o mochilão. criei um canal no YouTube e comecei a editar e contar as histórias de forma mais estruturada sobre as viagens e o voluntariado, também como uma forma de honrar aquelas pessoas, aqueles momentos. Mais tarde, esses mesmos vídeos me renderiam uma oportunidade de trabalho junto ao time audiovisual da Worldpackers, na qual serei eternamente grato .
2020 – 2021 | Aprendendo a Produzir Conteúdo
No final de 2020, chego para ser voluntário no Solunaveg. Uma comunidade alternativa no coração da mata atlântica. Neste lugar eu inicio outra jornada, só que desta vez, em direção ao lado de dentro. O plano inicial era ficar apenas 15 dias, acabei ficando por mais de 3 anos. Uma vida regada na simplicidade, mas ao mesmo tempo, muito rica, de coisas que o dinheiro por si só não consegue comprar. A comunidade me ensinou verdadeiramente sobre história do Brasil. AprendI sobre agroecologia, sobre veganismo popular. Foi lá também onde tive o primeiro contato consciente com a cultura originária indígena. Essa experiência é um marco histórico na minha caminhada.
2021 – 2023 | Vida em Comunidade
E então, em 2022, lancei ao universo o Altas Ideias — Um espaço de informação, inspiração e consciência que transcendeu as telas, alcançando mais de 100 mil seguidores e vídeos com milhões de visualizações. Cada vídeo é um convite para refletir sobre novas formas de viver, documentando histórias que inspiram a desafiar as estruturas convencionais do sistema. O Altas Ideias é resultado de tudo o que vivi. Da coragem de arriscar e falhar quantas vezes forem necessárias. Do navegar para dentro de si. Do enfrentamento das altas marés da vida. E, acima de tudo, do desejo de viver do sonho e honrar meus ancestrais que não tiveram essa escolha.
2023 | Altas Ideias
Acredito que não existe um caminho certo, existe o SEU caminho. Minha jornada é apenas um espelho. Se essa história ressoa com a sua busca, saiba que ela começou com ’50 Centavos de Coragem’. Ao adquirir o livro, você inspira sua própria caminhada e fortalece a continuidade das histórias que o Altas Ideias se dedica a contar. Compra meu livro aí pô!
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